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Resultados da Pesquisa - 2º Parte

    

Fonte: Elaborado pela pesquisadora.

 Durante a análise da coleção do livro didático de História definido para este trabalho, observamos que a contextualização, contemplando a primeira dimensão mencionada, está presente em quase todos os capítulos da coleção, exceto nos seguintes capítulos

  • No livro do 1º ano, dos 14 capítulos, 03 não abordam a contextualização.
  • Na coleção do 2º ano, dos 14 capítulos, 02 não incluem a contextualização.
  • Por fim, na coleção do 3º ano, que possui 13 capítulos, 02 também não contemplam contextualização.

    A visão emancipadora do ensino de História registra e valoriza as vozes daqueles  que foram silenciados na história, como mulheres, negros, indígenas, entre outros grupos marginalizados. Essa abordagem não só reconhece as contribuições e as experiências desses grupos, mas também enfatiza a importância de incluir suas perspectivas e as narrativas na história ensinada.

    Sendo assim, foram observados elementos dessa definição de contextualização no livro

Livro do 1º ano

Capítulo 1, História, cultura, patrimônio e tempo, no qual se observa a valorização das matrizes africana e indígena;
Capítulo 12, Formações políticas africanas, o qual busca conhecer a história da África e como sua cultura influenciou o Brasil.

Livro do 2º ano

Capítulo 1, América indígena, apresenta elementos de contextualização quando retrata as diferenças entre os indígenas. 
Capítulo 4, Africanos no Brasil: dominação e resistência, demonstra como ocorria a escravidão desde o continente africano até a chegada dos negros ao Brasil, abordando a resistência e a luta contra a opressão.
Capítulo 5, Expansão e ouro na América portuguesa, o autor descreve a atuação dos bandeirantes na “captura” dos indígenas e a atuação dos jesuítas, resultando na destruição de culturas indígenas.
Capítulo 6, A revolução inglesa e industrial, observamos a luta do proletariado para conquistar seus direitos trabalhistas em meio às transformações industriais.
capítulo 9, Independências: Haiti e América espanhola, são descritas as lutas dos indígenas contra a exploração espanhola durante os processos de independência.
capítulo 12, Regências: a unidade ameaçada, são abordadas as rebeliões nas províncias onde indígenas, mestiços, negros e pobres lutavam por liberdade e melhores condições de vida. 
capítulo 14, Abolição e República, o autor retrata o processo de abolição da escravatura e a contínua resistência dos negros ao longo dos anos.

Livro do 3º ano

Capítulo 3, Primeira República: dominação e resistência, observamos as rebeliões que ocorreram no Brasil, motivadas principalmente pelas profundas desigualdades sociais.
Capítulo 5, A Segunda Guerra Mundial, são relatados os crimes contra a humanidade cometidos durante o conflito.
Capítulo 8, Independência: África e Ásia, é destacada a luta pela independência dos povos submetidos à colonização europeia. Por fim,
Capítulo 11, O Regime Militar, o autor aborda a resistência de estudantes, operários e políticos que lutaram contra o regime autoritário imposto pelos militares no Brasil.

 É possível recomendar ao professor: conduzir uma análise crítica do conteúdo histórico veiculado, examinando tanto sua precisão quanto sua abrangência informativa; a adoção da contextualização do ensino; e a inclusão de saberes contextualizados. Adicionalmente, é crucial que o professor diversifique suas fontes de ensino a fim de fomentar a construção do conhecimento não colonizado, encorajando a participação engajada dos alunos no estudo das temáticas.


 

Comentários

  1. Trabalhar o ensino de Historia vai alem de decorar fatos, isso nem existe mais temos que ajudar os nossos alunos a pensarem criticamente

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  2. Como dizia Paulo Freire não basta ver a uva, temos que contextualizar para poder provocar uma mudança em nossa sociedade

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  3. Parabéns pela pesquisa, imagino a dificuldade de analisar cada capítulo e fiquei surpresa em saber que nem todos os capítulos são contextualizados

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