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Tendência Progressita Libertadora e a contextualização do ensino

https://blog.portaleducacao.com.br/pedagogia-libertadora-na-visao-de-paulo-freire/. Acesso em 05 jun. 2024.

    A Tendência Progressista Libertadora é uma abordagem pedagógica que emergiu no contexto das lutas por justiça social e transformação política. Essa tendência é fortemente associada ao educador brasileiro Paulo Freire, cuja Pedagogia do Oprimido (Freire, 1987) propôs uma revolução na forma como pensamos a educação. A Tendência Progressista Libertadora vê o ensino como um ato de liberdade, uma prática de emancipação que desafia as estruturas de opressão e promove a conscientização crítica.

    A essência dessa tendência está na crença de que a educação deve ser uma prática dialógica, na qual professores e alunos constroem conhecimento juntos, rompendo com a lógica Tradicional, que coloca o docente como fonte única de autoridade. A Tendência Progressista Libertadora defende a ideia de que o aprendizado é um processo ativo e colaborativo, em que o diálogo é a chave para a conscientização e para a transformação social.

    Nessa abordagem, a educação é entendida como um ato político, voltado para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Os alunos são encorajados a questionar, refletir e agir sobre as questões que afetam suas vidas e comunidades, transformando a sala de aula em um espaço de emancipação e resistência. O papel do professor é o de facilitador, provocador de reflexões e parceiro no processo de aprendizagem.

    Freire (1987, 1989, 1993, 2011) está associado a essa tendência e destaca que, nos países dependentes do capitalismo, há uma estrutura de dominação de classe que oprime as pessoas e as mantém em uma posição de submissão.

    Tanto o professor quanto o aluno são vistos como "sujeitos" na construção do conhecimento. Isso significa que cada um contribui com suas próprias perspectivas, experiências e compreensões, criando um processo de aprendizagem mais participativo e dinâmico. A ideia de "construção do conhecimento" indica que o aprendizado é algo que acontece coletivamente, com discente e docente trabalhando juntos para desenvolver entendimentos mais profundos e significativos,

Já agora ninguém educa ninguém, como tampouco ninguém se educa a si mesmo: os homens se educam em comunhão, mediatizados pelo mundo. Mediatizados pelos objetos cognoscíveis que, na prática “bancária”, são possuídos pelo educador que os descreve ou os deposita nos educandos passivos (Freire, 1987, p. 39).

    Portanto, através do diálogo entre professor e aluno, o primeiro deixa de ser o único detentor do conhecimento, enquanto o segundo assume o papel de agente transformador de sua realidade. Isso ocorre quando o aluno se torna capaz de ser sujeito do seu próprio pensamento e passa a exercer um papel mais ativo e crítico no processo de aprendizagem.

    Como visto, essa tendência procura transformar a educação em um instrumento de libertação e conscientização crítica, especialmente em contextos nos quais há estruturas de dominação e opressão. A proposta central dessa tendência é que o ensino deve ser um ato político, que visa empoderar os oprimidos, oferecendo-lhes ferramentas para questionar, resistir e mudar as condições que perpetuam a injustiça social.

    O ensino contextualizado é um dos pilares dessa abordagem, uma vez que a Tendência Progressista Libertadora valoriza a conexão entre o conteúdo educacional e as experiências vividas pelos alunos em suas comunidades. O diálogo horizontal entre professor e aluno é fundamental, pois promove uma troca mútua de conhecimento, em que ambos são agentes ativos no processo de aprendizado. O professor não é mais visto como a única autoridade, mas como um facilitador e parceiro na jornada educacional dos alunos. Essa abordagem incentiva os estudantes a se tornarem sujeitos do próprio pensamento, capazes de compreender sua realidade e agir para transformá-la. O ensino contextualizado ajuda a tornar o aprendizado mais significativo, pois permite que os alunos relacionem o conteúdo da sala de aula com suas próprias experiências e desafios cotidianos.

 

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